Bateu uma vontade, uma ânsia meio que inexplicável de escrever e postar, mesmo que fosse qualquer bobeira, como essas que eu estou escrevendo agora.
Lembro me da época que eu tinha tempo mas a preguiça reinava sobre mim, como o peso de uma montanha nas minhas costas. Hoje em dia me sobra a vontade e me falta o tempo.
Caros leitores, se é que vocês existem, uma pessoa sem tempo é uma pessoa morta. Falo isso com propriedade pois é exatamente assim que eu me sinto.
Faço duas faculdades, psicologia, que descobri ser a grande paixão da minha vida profissional, e direito, que mesmo odiando com toda a minha essência ainda continuo por mero respeito a meu pai.
Não quero ser filosófico e muito menos tento ser qualquer modelo de persona a ser seguido rigorosamente para uma vida feliz, pelo contrário, descobri que ninguém nunca vai ser feliz pra sempre, isso não passa de histórias contadas a garotinhos esperançosos e inocentes na hora de dormir. Não é que eu não acredite na felicidade, eu acredito, apenas o 'para sempre' não existe. A felicidade é um estado de espírito momentâneo, você pode estar muito feliz com seus amigos em um bar, cercado pelas pessoas que gosta ou fazendo o que mais preza na sua vida, mas parafraseando Eduardo Spohr em seu célebre 'A Batalha do Apocalipse' não existe um bem sem um mal, um amor sem um ódio, um sorriso sem uma fúria.
Não me lembro se foi Rosseau ou Voltaire, desculpem minha ignorância, que citou um dos discursos mais marcantes de toda a minha adolescência 'eu posso não concordar com o que você diz mas defenderei com a minha vida o teu direito de falar'. Cito essa frase agora pois é justamente o que eu estou fazendo, estou defendendo o meu próprio direito de falar, de me expressar, e que seja para um blog morto ou para qualquer pessoa que eventualmente venha a ler esse texto e compreenda minhas palavras, falar de qualquer coisa, de banalidades, de coisas que só eu sei o quanto são importantes pra mim.
Enfim tudo o que eu queria dizer e não falei é, eu amo a vida, acima de qualquer coisa, apesar de ser um ser morto que não arruma tempo nem para o seu bel prazer de ler ou escrever palavras sem sentido para um blog que nem sei se nasceu, quanto mais morreu, e acreditem eu sou feliz por isso, mesmo sabendo que em alguns minutos essa sensação passará, e ainda bem, dará espaço para outra, seja boa seja ruim, o importante é que eu sinto e sei que sempre sentirei, emoções, conflitantes, aflitas, apaixonadas, alegres, raivosas, odiosas, imparciais, enfim sentirei a vida fluindo dentro de mim a cada minuto, e 'que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure'